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Vodafone e Zon lançam app que permite escolher lugar no cinema

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Com m.Ticket, torna-se possível comprar no telemóvel bilhetes para os cinemas Zon Lusomundo. Os clientes da Vodafone têm descontos nos bilhetes.

 

O serviço m.Ticket está disponível em "versão app" e nos sites da Zon Lusomundo e da Vodafone. Por enquanto, a "versão app" está apenas disponível para telemóveis Android e para o iPhone. Em conferência de imprensa realizada esta manhã, os responsáveis da Vodafone e da Zon informaram que, nos próximos dias, deverá ser lançada uma versão para iPad.
O m.Ticket permite comprar até nove bilhetes com um máximo de seis dias de antecedência. Os bilhetes podem ser pagos com a inserção de dados de um cartão de crédito ou o código de segurança usado pelos utilizadores do MB Phone.

Uma vez confirmada a transação no telemóvel, o utilizador recebe um SMS com um código bCode, que deverá ser lido pelos dispositivos de leitura colocados nas salas de cinema a Zon Lusomundo no momento de validar os bilhetes comprados através do m.Ticket. Com a compra de bilhetes no telemóvel, os utilizadores evitam esperas nas filas das bilheteiras de cinema.

Na "versão app", o m.Ticket dispõe de funcionalidades de integração com redes sociais e localização dos cinemas mais próximos. O utilizador pode ainda usar a app para ver trailers e ler sinopses, bem como escolher os lugares ocupados nas salas do cinema.

A app é gratuita e pode ser usada por utilizadores de qualquer rede móvel, mas permite descontos para os detentores de telemóveis da rede Vodafone, que passam a pagar 4,25 euros por ingresso comprado. Os aderentes do Zon Card também podem tirar partido dos descontos deste cartão de fidelização.
Luís Mota, diretor da Zon Lusomundo, apontou como meta a venda de 1,7 milhões de bilhetes de cinema (20% do total das vendas de bilhetes na Zon Lusomundo) no m.Ticket até ao final de 2012.

Henrique Fonseca, diretor de serviços da Vodafone, aproveitou a conferência de imprensa desta manhã para reclamar o pioneirismo mundial de uma app que "permite tornar todo o processo de compra virtualizado".
O m.Ticket tem por base tecnologias de bilhética da empresa portuguesa Sendit.

A parceria entre Zon e Vodafone não exige exclusividade a nenhum dos parceiros: a Vodafone pode vir a usar este sistema junto de outras cadeias de cinemas ou salas de espetáculos, e a Zon Lusomundo é livre de aceitar outra solução de bilhética que, entretanto, venha a ser lançada.

 

A tecnologia que coloca a carteira dentro do telemóvel

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Depois dos cartões de cliente e dos cupões de descontos, os cartões de débito são os próximos a entrar no telemóvel.
Quantas vezes já deu por si a pensar que gostava de tornar a sua carteira mais leve e menos volumosa? E se, de um dia para o outro, pudesse eliminar este objeto e transportar todos os cartões no telemóvel? A tecnologia que o permite está a ser desenvolvida pela empresa portuguesa Cardmobili e já permite aliviar algumas carteiras.
Quer tenha um iPhone, um Nokia, um Blacberry ou até um LG, atualmente é possível transportar todos os cartões de fidelização e cupões de desconto numa simples aplicação. Helena Leite, administradora da Cardmobili, é a prova viva. "Eu tenho aqui todos os meus cartões de cliente e até os meus cupões de desconto. Nunca me foi recusado utilizar os cartões em formato digital para usufruir dos descontos", assegura.
Mas este não é o objetivo final desta empresa: "Nós queremos que no futuro, num futuro próximo, consigamos utilizar esta aplicação para fazer pagamentos e assim eliminarmos também os cartões multibanco feitos de plástico. Continuam a existir, mas em formato digital."
Hoje em dia é possível colocar na aplicação Cardmobili os dados de cartões como o cartão do cidadão, a carta de condução e até mesmo os do cartão de saúde europeu, porém não substituem o cartão plástico. O mesmo não acontece com o cartão de eleitor. Há já quem tivesse usado o cartão digital de eleitor para exercer os seis deveres cívicos.
"Neste caso não há qualquer problema quanto a trocas de identidade, uma vez que o eleitor tem de apresentar sempre o seu cartão do cidadão ou passaporte para votar", esclarece Helena Leite.

90% dos jovens entre os 10 e os 14 anos têm telemóvel

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Em dezembro de 2011 existiam em Portugal 8,537 milhões de utilizadores de telemóvel, entre os quais mais de meio milhão de jovens na faixa etária dos 10 aos 14 anos. O valor representa uma taxa de penetração de 90,3% junto deste target. 
Os números são do Barómetro das Telecomunicações, da Marktest , e indicam que, no geral, 92% da população portuguesa com 10 e mais anos tinha telemóvel no final do ano passado. 
Esta taxa de penetração do serviço móvel é superior nas camadas mais jovens, atingindo valores acima de 99% junto dos que têm entre 25 e 44 anos (99,5% na faixa etária dos 25 aos 34 e 99,2% entre os 35 e os 44 anos de idade), que se revelam assim os maiores adeptos destes equipamentos. 
Em idades inferiores o telemóvel também já é um bem quase omnipresente. O Barómetro das Telecomunicações indica que 98,6% dos jovens entre os 15 e os 24 anos têm telefone móvel, quando entre os 10 e os 14 anos a taxa é de 90,3%. 
Os valores da Marktest vão ao encontro dos apresentados recentemente pelo Instituto Superior Técnico e pelo Instituto das Telecomunicações, num estudo conduzido no âmbito do projeto MonIT, que indicava que o número de jovens portugueses sem telemóvel se situava abaixo dos 0,5%, e que a grande maioria teve o telefone aos 10 anos. 
Os dados do Barómetro das Telecomunicações mostram uma representatividade bastante homogénea na sociedade, embora com níveis de utilização mais baixos entre os mais idosos. 

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